SEJAM BEM VINDOS! A terra é uma só. A humanidade é uma só. A FELICIDADE é uma só.


o consumo além do necessário é insustentável para a humanidade

Como você calcula sua riqueza? Soma todos os investimentos, imóveis, poupança? Pois existe uma linha de pensamento que diz que você deve calcular sua saúde, seus momentos de lazer e seu bem-estar. A Felicidade Interna Bruta (FIB) é um conceito que surgiu no Butão em 1972 e será tema da 5ª Conferência Internacional da Felicidade Interna Bruta (FIB) em Fortaleza, que começa amanhã, 9, e segue até dia 11.

A coordenadora do evento e educadora empresarial, Magui Guimarães, explica que o conceito de felicidade baseada no consumo além do necessário é insustentável para humanidade. “Se países como China e Índia começarem a consumir em busca da felicidade como o norte-americano consome, nós precisaremos de quatro planetas”, argumenta.

Magui fala que a felicidade não é necessariamente o “não consumo”, mas o consumo consciente. “Não é preciso ir ao shopping para ser feliz. No próprio instante em que você tem uma relação produtiva com o tempo, um tempo para refletir, com mais lazer ativo, onde você possa visitar mais museus, ter acesso à cultura, a uma medicina preventiva onde se tenha mais saúde e uma capacidade maior de buscar uma educação de qualidade e de formação de caráter, isso é a felicidade”, aponta.

O FIB, índice criado a partir do Produto Interno Bruto (PIB), não é uma afronta à economia como desenvolvimento. A resiliência da biosfera já estaria afetada em 30%, ou seja, o planeta estaria perdendo a capacidade de se regenerar. “Porque os recursos da Terra são finitos e nossa ânsia pela felicidade é infinita”, declara a consultora.

Isso significa que as questões econômicas que permeiam os sentimentos de felicidade das pessoas devem passar por um equilíbrio, pensando no futuro. “O desenvolvimento pelo desenvolvimento traz o desnível social. Classes extremamente abastadas e outras vivendo com menos de dois dólares ao dia. Esse desnível gera violência, insegurança, intranquilidade. Uma série de problemas que se não fizermos nada agora podem vão se tornar irreversíveis. Ainda dá tempo, mas temos que pensar nisso”, conclui.

O quê

 ENTENDA A NOTÍCIA

O FIB é um indicador sistêmico desenvolvido no Butão. Pela fórmula do novo modelo, o cálculo da riqueza deve considerar outros aspectos além do desenvolvimento econômico, como a conservação do meio ambiente e a qualidade da vida das pessoas.

SERVIÇO

5ª Conferência Felicidade Interna Bruta (FIB)

Quando: de 9 a 11 de novembro, no Centro de Eventos

Inscrições: pelo site http://maguiguimaraes.com.br e levar dois quilos de alimentos não perecíveis no dia do evento.

Informações: (85) 3091 9294.

O FIB

Foi criado por um rei do Butão há 40 anos, para mostrar que o desenvolvimento econômico apontado pelo PIB não refletia a satisfação das pessoas. São levadas em conta nove dimensões: Bem-estar psicológico, Cultura, Meio ambiente, Vitalidade comunitária, Educação, Uso de tempo, Governança, Padrão de vida e Saúde.

Saiba mais

 Alguns palestrantes:

Susan Andrews é psicóloga e antropóloga pela Universidade de Harvard (EUA), e doutora em Psicologia Transpessoal pela Universidade de Greenwich.

Dasho Karma Ura Mestre em Política, Filosofia e Economia pela Universidade de Oxford, Inglaterra, e vice-presidente do Conselho Nacional do Butão. Presidente do Centro para os Estudos do Butão, fundado pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud) para formular as análises estatísticas do FIB.

Magui Guimarães é diretora do Instituto Brasileiro de Programação Neurolinguística e Coaching. Coordenadora do FIB em Fortaleza.

John de Graaf, diretor executivo da Take Back Your Time e co-fundador da The Happiness Initiative.

Lenise Garcia, doutora em Microbiologia pela Escola Paulista de Medicina. Atua com Educação Ambiental e Bioética.

Harbans Lal Arora, Ph.D em física quântica pela Universidade de Waterloo, Canadá e pós-doutorado na Alemanha.

Renata Peluso, formada em Filosofia pela Associação Cultural Nova Acrópole e mestre em Ciência da Computação pela Universidade de Brasília.

Francisco Roberto Pinto, doutor em Gestão de Empresas pela Universidade de Coimbra, é diretor-presidente do Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da Uece (Iepro).

Texto: O Povo

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