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O número de infartos no inverno aumenta quase 30% em relação às outras épocas do ano. Os dados são de uma pesquisa publicada pelo British Medical Journal, periódico científico inglês.

O estudo concluiu que o aumento do risco de infarto em ambientes com temperaturas mais baixas podem ser um indicador de aumentos na mortalidade relacionados ao frio.

Segundo disse ao UOL o cardiologista Stephan Lachtermacher, da unidade cardiointensiva do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio de Janeiro, o risco é maior principalmente em pessoas mais velhas e com doença na artéria coronária.

A relação entre o frio e a incidência de infarto no período do inverno e se apoia em três hipóteses: no inverno, aumentam os casos de inflamação nos vasos, gripes e doenças respiratórias. Esse processo inflamatório agrava a ateroesclerose, formação de placas de gordura na parede dos vasos. Isso diminui o diâmetro do vaso, o que coloca em risco as artérias.

A segunda hipótese se baseia na vasoconstrição (que é a contração dos vasos sanguíneos) para manter o equilíbrio térmico do corpo.

Uma terceira hipótese é que, com o frio, o sangue pode ficar mais viscoso, mais denso. “Por isso, é necessário ingerir mais líquido, até mais que durante o verão. Para um adulto saudável, uma quantidade razoável indicada é manter a ingestão de dois litros por dia”, disse Lachtermacher.

Líquidos

Nas cidades brasileiras mais frias, o cardiologista recomenda que as pessoas mantenham-se mais agasalhadas e consumam bebidas mais quentes como chá ou até um achocolatado.

Para uma pessoa saudável, o cardiologista ainda recomenda beber diariamente uma dose de taça de vinho tinto (120ml) que é benéfico para o coração, “mas de forma moderada”, orienta.

Para evitar o excesso de peso que não faz bem ao coração na estação mais fria do ano, o ideal, segundo o nutricionista do INC, Marcelo Barros, é substituir os alimentos muito calóricos por versões mais light.

Exercícios

“No inverno, as pessoas tendem a comer mais e fazer menos exercícios físicos”, admite Barros. No entanto, é importante manter prática de atividade física para manter o corpo aquecido. A orientação é praticar pelo menos 30 minutos de exercícios diários ou uma média de 150 minutos por semana bem distribuídos, como três vezes de 50 minutos.

“É a atividade física que vai manter o corpo aquecido e fazer com que a pessoa tenha menos necessidade de comer para se esquentar”, afirma o nutricionista. Logo depois de praticar exercícios físicos, o organismo libera substâncias que garantem a saciedade por cerca de 40 minutos.

Alimentação

Como nem todo mundo mantém a ingestão de saladas no inverno, a sopa quente é uma boa pedida, salienta o especialista. Especialmente sopas de legumes como berinjela, cenoura, abóbora e até sopa com aveia.

Contudo, é preciso evitar sopas cremosas, que geralmente levam creme de leite. Em média, uma sopa de legumes tem entre 200 e 250 calorias por porção; já quando se acrescenta creme de leite, o valor calórico pode chegar a 400 calorias por prato.

“Uma sopa de legumes vai bem com azeite de oliva extra virgem, que tem antioxidante e diminui o processo inflamatório. O azeite tem a gordura monossaturada que aumenta o HDL, o colesterol bom, e ajuda a controlar a taxa de glicose no sangue”, sugere Barros.

Para uma pessoa saudável, orienta-se ingerir uma colher de sopa de azeite para cada refeição, almoço e jantar. Já para quem está acima do peso, a recomendação é uma colher de sobremesa de azeite oliva no almoço e no jantar.

Para substituir o pão com manteiga no café da manhã, vale fazer uma “bruschetta abrasileirada” com pão francês, azeite de oliva e orégano, podendo-se acrescentar alguns cubinhos de tomate.

Nas massas, o problema é o molho. “Uma massa com molho de tomate ou al pesto com manjericão é o recomendável, mas evite molho quatro queijos e molho branco. O molho quatro queijos tem gordura saturada que aumenta três vezes o colesterol ruim, o LDL, no sangue”, diz Barros. Um indivíduo pode consumir no máximo até 7% de gordura saturada por dia.

“O colesterol alto é silencioso e não tem sintomas. Metade das pessoas que morrem de causa súbita do coração tem colesterol alto e não sabia”, adverte o especialista.

Texto: Uol

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